RODAS DE CONVERSA

As Rodas de Conversas  de Folclore e Produção Cultural reunirá estudiosos e pesquisadores brasileiros. Com os temas história, patrimônio e folclore, e através de abordagens transdisciplinares, estaremos ensejando a atualização e diversificação e de estudos recentes com pesquisadores contemporâneos que investigam as peculiaridades atuais das culturas populares/tradicionais, como contribuição a uma melhor compreensão do povo brasileiro em suas peculiaridades.

Story de Instagram de frases (1).png

O reconhecimento e a valorização da nossa diversidade cultural,

assunto recorrente, perpassando os interesses, de diversos matizes, dos âmbitos da educação, cultura e turismo de diversos segmentos das políticas públicas governamentais.

As Rodas de Conversas será  um evento realizado nas plataformas digitais que se reveste de fundamental importância para o reconhecimento dos atuais estudos relacionados ao Folclore brasileiro e os Patrimônios Imateriais , uma vez que atua diretamente com a percepção e a capacidade criadora de todos os agentes dos diversos recantos do Brasil. 

A contribuição desta Roda de Conversas  contribui de forma significativa, para o desenvolvimento de pesquisadores e estudiosos da cultura tradicional popular e áreas afins, bem como outros produtores culturais, por meio do conhecimento, divulgação e discussão sobre os estudos de manifestações tradicionais populares, e suas diversas metodologias e áreas de pesquisa. 

Afora isto, favorece o reconhecimento de várias facetas do viver do povo guarulhense, como também têm contribuído para o estímulo de pesquisas na área do folclore, que contemplem as mais diversas tendências, bem como para o estudo contemporâneo e o reconhecimento da dinâmica das atividades do universo das tradições folclóricas em uma sociedade em constante transformação.

PROGRAMAÇÃO

 

De 09 a 14 de Agosto
Inscrição Gratuita

Link para acesso e mais informações após inscrição

OBJETIVOS

• Possibilitar o envolvimento de pesquisadores e estudiosos da Cidade de Guarulhos e no Brasil, com os mais recentes estudos e pesquisas, ampliando e favorecendo a discussão dos novos paradigmas que norteiam o saber popular.

• Estimular jovens estudiosos da cultura tradicional popular na participação de evento acadêmico como participante e coordenador de atividades.

• Gerar discussões sobre o Folclore na contemporaneidade possibilitando a compreensão de novos paradigmas.
• Oportunizar o conhecimento e o reconhecimento da diversidade das manifestações tradicionais populares e sua inserção no âmbito da cultura brasileira.

• Promover a dinamização e o incentivo ao estudo e à pesquisa científica de folclore entre professores, alunos, folcloristas e outros pesquisadores sociais brasileiros.

• Promover e estimular a pesquisa folclórica, combinando os procedimentos de investigação e de análise provenientes das diversas áreas das Ciências Humanas e Sociais.

• Contribuir para o fomento, divulgação e dinamização de políticas públicas e/ou ações afirmativas que beneficiem, ou possam beneficiar as culturas populares no Brasil e na América Latina.

 

Rosiane Nunes

Museus, Folclore e o desejo de Memória dos folcloristas 

Historicizar acerca do Movimento Folclórico brasileiro, o desejo de memória dos folcloristas e as consequências na criação de museus no âmbito nacional. Refletir criticamente sobre os museus que estão no nosso entorno.

 

Lilian Vogel

O Encantamento da Cultura Popular 

A AULA ABORDARÁ A IMPORTÂNCIA DE OLHAR PARA A CULTURA POPULAR COM MAIS ATENÇÃO, RESPEITANDO A TRADIÇÃO E A FÉ DOS DEVOTOS NAS MAIS VARIADAS FESTAS TRADICIONAIS DE SÃO PAULO, COMO AS FESTAS PARA SÃO BENEDITO, AS FESTAS DO DIVINO ESPÍRITO SANTO, A FESTA DA CARPIÇÃO, AS FOLIAS DE REIS E CONGADAS.

 

 

Aline Mareá

Entre Cantos e Encantos: saberes musicais e salvaguarda nas comunidades tradicionais.

Aline Mareá compartilha sua trajetória de formação musical em construção a partir das vivências com mestres e praticantes da cultura popular. O encontro propõe reflexões a cerca da salvaguarda e experimentações musicais interativas de vozes e ritmos brasileiros.

 

Helenice Camargo Henne

A importância das Festas Tradicionais na formação da cidadania

A aula será on line programada para 40 minutos e a proposta será provocar uma reflexão sobre a importância de valorizar e manter a organização, os rituais e a fé popular. Para através de este entendimento propor uma sociedade mais humana e fraterna.

 

 

Gerson Ramos

Alma de Viola

A viola cabocla, viola caipira ou simplesmente viola é muito mais que um instrumento musical. Ela é a materialização da cultura caipira. A expansão do Brasil Colônia foi construída no lombo de mula e de burro, que além dos pioneiros e jesuítas que avançaram mata adentro para buscar riquezas e conquistar terras, transportaram também as violas de arame que deram origem ao instrumento que hoje personifica a música dos interior do Brasil nas regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste principalmente, região que já foi denominada de Paulistânia, dada a origem das expedições exploradoras.

 

 

João Mário Machado

"Lendas, Bumbos e seus sotaques" - Uma vivência com o Samba Rural Paulista.

Zabumbeiro dos grupos tradicionais de Samba Rural Paulista, Grito da Noite, Samba de Roda de Pirapora e Treze de Maio – Samba do Cururuquara, João Mário Machado apresenta os diferentes sotaques e as principais características e diferenças que envolvem esta importante manifestação da cultura popular afro paulista.

 

Wellington Campos

Deuses que Dançam - Andando pra frente e olhando pra trás

No atravessar dos navios negreiros e no desembarcar na metade do séc. XVII, chega ao novo mundo à cultura Banto, Cabinda e Benguela, vindo de Angola. Mais a frente, no séc XVIII chega a segunda leva de negros, chamados de Nagôs, contribuindo com suas danças, músicas e cantos sagrados, vinda de uma região da África, chamada Nigéria de língua Yoruba. No Brasil, nascem os Candomblés e os Deuses com nomes de Nkises, Orixas e Vodúns. As danças do panteão dos Deuses yorubás, são as motivações desse trabalho que nasce com o nome Deuses que Dançam. Da sabedoria dos Candomblés tradicionais e da vivência em Danças Tradicionais Populares, Wellington Campos vê brotar o desejo de compartilhar sua pesquisa. Iniciada em 2002 ainda sem o caráter de estudo – mas hoje amadurecido e sistematizado – Wellington empresta dos pés de dança sagrados dos Orixás uma movimentação que pode não somente funcionar como caminho pedagógico para a dança, mas também para potencializar a capacidade expressiva dos intérpretes e criadores em Dança Brasileira Contemporânea, conceito definido por Renata Lima, diretora e fundadora do Núcleo Coletivo 22, em seu doutorado.